Creado por: juanbacan
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A filosofia política de Platão, como descrita em 'A República', é antidemocrática. Ele critica a democracia ateniense por ser um regime instável, governado pela opinião (doxa) e pelas paixões da multidão, em vez da razão e do conhecimento (episteme). Para Platão, a competência para governar não é um direito de todos, mas uma habilidade que requer um longo e árduo processo de educação. Por isso, a cidade ideal deveria ser governada por:
Os mais ricos, pois teriam mais interesse na estabilidade e prosperidade da cidade.
Um conselho de cidadãos idosos, que por sua experiência de vida teriam mais sabedoria.
Guerreiros corajosos, que seriam mais capazes de defender a cidade contra seus inimigos.
Filósofos-Reis, aqueles que, através da dialética, ascenderam do mundo sensível ao mundo inteligível e contemplaram a Forma do Bem.
Os Cínicos, como Diógenes de Sínope, foram filósofos helenísticos conhecidos por seu estilo de vida radical e provocador. Eles defendiam a 'autarkeia' (autossuficiência) e a vida em conformidade com a natureza, em oposição radical às leis, costumes e convenções sociais ('nomos'), que consideravam artificiais e fontes de corrupção. A prática filosófica do Cinismo consistia em:
Participar ativamente da política da pólis para reformar as leis e torná-las mais naturais e justas.
Desenvolver um sistema lógico e metafísico complexo para provar que a natureza é superior à convenção.
Realizar atos públicos chocantes e viver com o mínimo de posses (como Diógenes, que morava em um barril) para demonstrar o desprezo pelas convenções e a inutilidade dos bens materiais.
Viver uma vida de prazeres moderados, cultivando a amizade e a filosofia em um jardim afastado da cidade.
A filosofia de Anaxágoras, um pré-socrático pluralista, introduziu um conceito novo e poderoso para explicar a ordem do universo. Ele postulava que, no início, todas as coisas existiam juntas em uma mistura caótica. O princípio que atuou sobre essa mistura para separar as coisas e criar o cosmos ordenado que conhecemos foi:
O Vazio, que permite o movimento dos átomos e suas combinações, como em Demócrito.
O Logos, uma razão imanente ao próprio cosmos que governa o fluxo constante de mudança, como em Heráclito.
O Nous (Mente ou Intelecto), um princípio ordenador, infinito e autônomo, distinto da mistura que ele ordena.
As forças do Amor e do Ódio, que unem e separam os quatro elementos fundamentais, como em Empédocles.
Baruch Spinoza, em sua 'Ética Demonstrada à Maneira dos Geômetras', defende uma visão determinista do universo. Se tudo o que existe é Deus (ou Natureza) e tudo acontece segundo as leis necessárias de sua natureza, então não há espaço para o livre-arbítrio como tradicionalmente entendido (uma vontade que pode escolher incondicionalmente). Para Spinoza, a liberdade humana consiste em:
Ser capaz de violar as leis da natureza através de um ato de vontade soberana.
Escolher entre o bem e o mal, sendo moralmente responsável por suas ações perante um juiz divino.
Agir de forma espontânea e imprevisível, sem qualquer causa ou razão.
Compreender a necessidade que rege todas as coisas e agir com base nesse conhecimento, libertando-se das paixões que surgem de ideias inadequadas.
A teoria da justiça como equidade de John Rawls se baseia em dois princípios. O segundo princípio se divide em duas partes: a igualdade equitativa de oportunidades e o princípio da diferença. O 'princípio da diferença' estabelece que as desigualdades sociais e econômicas são aceitáveis somente se:
forem o resultado do mérito e do esforço individual em um mercado livre.
forem para o maior benefício dos membros menos favorecidos da sociedade.
aumentarem a riqueza total da sociedade, mesmo que a distância entre ricos e pobres aumente.
forem estabelecidas pela tradição e aceitas pela maioria da população.