Creado por: juanbacan
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Na peça 'Esperando Godot', de Samuel Beckett, dois personagens esperam por alguém que nunca chega. A peça não tem uma trama convencional, com começo, meio e fim, e os diálogos são repetitivos e aparentemente sem sentido. Essa estrutura dramática, característica do Teatro do Absurdo, visa expressar:
Uma crítica social a um problema político específico da Irlanda.
A importância de se ter um objetivo claro e de lutar por ele até o fim.
A falta de sentido, a angústia e o vazio da condição humana no mundo moderno.
A certeza na chegada de uma salvação divina para a humanidade.
Um filme de ficção científica brasileiro utiliza uma paleta de cores predominantemente fria (azuis, cinzas, verdes) nas cenas que se passam em um futuro distópico e tecnológico, e uma paleta de cores quentes (amarelos, laranjas, vermelhos) em flashbacks que mostram o mundo antes de uma catástrofe. O uso da cor nesse filme funciona como um elemento que:
Constrói a atmosfera emocional e simbólica das cenas.
Define o gênero do filme, diferenciando-o de um drama ou comédia.
Serve apenas para agradar esteticamente o olhar do espectador.
Aumenta o realismo, pois representa as cores verdadeiras de cada ambiente.
O 'Canto Orfeônico', projeto idealizado pelo compositor Heitor Villa-Lobos e implementado nas escolas brasileiras durante o Estado Novo de Getúlio Vargas, tinha como um de seus objetivos:
Promover a prática do canto coral como ferramenta de civismo e disciplina.
Incentivar o estudo de óperas em alemão e italiano entre as crianças.
Divulgar exclusivamente ritmos estrangeiros, como o jazz e o tango.
Criticar o governo Vargas por meio de canções de protesto.
No cinema, a 'montagem paralela' é um recurso que consiste em alternar cenas de duas ou mais ações que acontecem ao mesmo tempo, mas em lugares diferentes. O objetivo principal dessa técnica é:
Construir suspense e criar uma relação de causa e efeito entre as ações.
Economizar o orçamento do filme, reutilizando os mesmos cenários.
Apresentar a história em ordem cronológica estrita, sem saltos no tempo.
Simplificar a narrativa para facilitar a compreensão do público infantil.
Na dança-teatro, gênero desenvolvido pela coreógrafa alemã Pina Bausch e com influência no Brasil, é comum que os bailarinos falem, cantem ou realizem tarefas cotidianas em cena, além de dançar. Essa integração de linguagens cênicas visa:
Separar completamente a dança do teatro e da música.
Contar histórias lineares com personagens claramente definidos.
Explorar a condição humana de forma mais complexa e fragmentada.
Facilitar o treinamento dos bailarinos, que não precisam de técnica apurada.