Simulado ENEM

Cuestionario Simulador Gratuito ENEM 2015 - Primeira Aplicação | Pratique Online | Página 25

Creado por: juanbacan

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Você também pode:

Pergunta 121

Assum preto

Tudo em vorta é só beleza
Sol de abril e a mata em frô
Mas assum preto, cego dos óio
Num vendo a luz, ai, canta de dor

Tarvez por ignorança
Ou mardade das pió
Furaro os óio do assum preto
Pra ele assim, ai, cantá mió

Assum preto veve sorto
Mas num pode avuá
Mil veiz a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ai, pudesse oiá

GONZAGA, L.; TEIXEIRA, H. Disponível em: www.luizgonzaga.mus.br. Acesso em: 30 jul. 2012 (fragmento).

As marcas da variedade regional registradas pelos compositores de Assum preto resultam da aplicação de um conjunto de princípios ou regras gerais que alteram a pronúncia, a morfologia, a sintaxe ou o léxico.

No texto, é resultado de uma mesma regra a

A)

pronúncia das palavras "vorta" e "veve".

B)

pronúncia das palavras "tarvez" e "sorto".

C)

flexão verbal encontrada em "furaro" e "cantá".

D)

redundância nas expressões "cego dos óio" e "mata em frô"

E)

pronúncia das palavras "ignorança" e "avuá".

Como resolver?

Pergunta 122

Exmº Sr. Governador:
Trago a V. Exa. um resumo dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Palmeira dos Índios em 1928.
[…]
ADMINISTRAÇÃO
Relativamente à quantia orçada, os telegramas custaram pouco. De ordinário vai para eles dinheiro considerável. Não há vereda aberta pelos matutos que prefeitura do interior não ponha no arame, proclamando que a coisa foi feita por ela; comunicam-se as datas históricas ao Governo do Estado, que não precisa disso; todos os acontecimentos políticos são badalados. Porque se derrubou a Bastilha – um telegrama; porque se deitou pedra na rua – um telegrama; porque o deputado F. esticou a canela – um telegrama.
Palmeira dos Índios, 10 de janeiro de 1929.
GRACILIANO RAMOS

RAMOS, G. Viventes das Alagoas. São Paulo: Martins Fontes, 1962.

O relatório traz a assinatura de Graciliano Ramos, na época, prefeito de Palmeira dos Índios, e é destinado ao governo do estado de Alagoas.

De natureza oficial, o texto chama a atenção por contrariar a norma prevista para esse gênero, pois o autor:

A)

emprega sinais de pontuação em excesso.

B)

recorre a termos e expressões em desuso no português.

C)

apresenta-se na primeira pessoa do singular, para conotar intimidade com o destinatário.

D)

privilegia o uso de termos técnicos, para demonstrar conhecimento especializado.

E)

expressa-se em linguagem mais subjetiva, com forte carga emocional.

Como resolver?

Pergunta 123

Banco de preguntas

Disponível em: http://farm5.static.flickr.com. Acesso em: 26 out. 2011 (adaptado).

Nas peças publicitárias, vários recursos verbais e não verbais são usados com o objetivo de atingir o público-alvo, influenciando seu comportamento.

Considerando as informações verbais e não verbais trazidas no texto a respeito da hepatite, verifica-se que:

A)

o tom lúdico é empregado como recurso de consolidação do pacto de confiança entre o médico e a população.

B)

a figura do profissional da saúde é legitimada, evocando-se o discurso autorizado como estratégia argumentativa.

C)

o uso de construções coloquiais e específicas da oralidade são recursos de argumentação que simulam o discurso do médico.

D)

a empresa anunciada deixa de se autopromover ao mostrar preocupação social e assumir a responsabilidade pelas informações.

E)

o discurso evidencia uma cena de ensinamento didático, projetado com subjetividade no trecho sobre as maneiras de prevenção.

Como resolver?

Pergunta 124

À garrafa

Contigo adquiro a astúcia
de conter e de conter-me.
Teu estreito gargalo
é uma lição de angústia.
Por translúcida pões
o dentro fora e o fora dentro
para que a forma se cumpra
e o espaço ressoe.
Até que, farta da constante
prisão da forma, saltes
da mão para o chão
e te estilhaces, suicida,
numa explosão
de diamantes.

PAES, J. P. Prosas seguidas de odes mínimas. São Paulo: Cia. das Letras, 1992.

A reflexão acerca do fazer poético é um dos mais marcantes atributos da produção literária contemporânea, que, no poema de José Paulo Paes, se expressa por um(a):

A)

reconhecimento, pelo eu lírico, de suas limitações no processo criativo, manifesto na expressão “Por translúcidas pões".

B)

subserviência aos princípios do rigor formal e dos cuidados com a precisão metafórica, como se em "prisão da forma".

C)

visão progressivamente pessimista, em face da impossibilidade da criação poética, conforme expressa o verso "e te estilhaces, suicida".

D)

processo de contenção, amadurecimento e transformação da palavra, representado pelos versos "numa explosão / de diamantes".

E)

necessidade premente de libertação da prisão representada pela poesia, simbolicamente comparada à "garrafa" a ser "estilhaçada".

Como resolver?

Pergunta 125

Palavras jogadas fora

Quando criança, convivia no interior de São Paulo com o curioso verbo pinchar e ainda o ouço por lá esporadicamente. O sentido da palavra é o de “jogar fora” (pincha fora essa porcaria) ou “mandar embora” (pincha esse fulano daqui). Teria sido uma das muitas palavras que ouvi menos na capital do estado e, por conseguinte, deixei de usar. Quando indago às pessoas se conhecem esse verbo, comumente escuto respostas como “minha avó fala isso”. Aparentemente, para muitos falantes, esse verbo é algo do passado, que deixará de existir tão logo essa geração antiga morrer. As palavras são, em sua grande maioria, resultados de uma tradição: elas já estavam lá antes de nascermos. “Tradição”, etimologicamente, é o ato de entregar, de passar adiante, de transmitir (sobretudo valores culturais). O rompimento da tradição de uma palavra equivale à sua extinção. A gramática normativa muitas vezes colabora criando preconceitos, mas o fator mais forte que motiva os falantes a extinguirem uma palavra é associar a palavra, influenciados direta ou indiretamente pela visão normativa, a um grupo que julga não ser o seu. O pinchar, associado ao ambiente rural, onde há pouca escolaridade e refinamento citadito, está fadado à extinção?
É louvável que nos preocupemos com a extinção de ararinhas-azuis ou dos micos-leão-dourados, mas a extinção de uma palavra não promove nenhuma comoção, como não nos comovemos com a extinção de insetos, a não ser dos extraordinariamente belos. Pelo contrário, muitas vezes a extinção das palavras é incentivada.

VIARO, M. E. Língua Portuguesa, n. 77, mar. 2012 (adaptado).

A discussão empreendida sobre o (des)uso do verbo “pinchar” nos traz uma reflexão sobre a linguagem e seus usos, a partir da qual compreende-se que:

A)

as palavras esquecidas pelos falantes devem ser descartadas dos dicionários, conforme sugere o título.

B)

o cuidado com espécies animais em extinção é mais urgente do que a preservação de palavras.

C)

o abandono de determinados vocábulos está associado a preconceitos socioculturais.

D)

as gerações têm a tradição de perpetuar o inventário de uma língua.

E)

o mundo contemporâneo exige a inovação do vocabulário das línguas.

Como resolver?

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