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Durante o Período Regencial (1831-1840), diversas revoltas eclodiram pelo Brasil. Embora tivessem motivações distintas, um fator comum que impulsionou movimentos como a Cabanagem (PA) e a Balaiada (MA) foi:
a insatisfação das elites cafeicultoras do Sudeste com a falta de mão de obra escravizada, demandando novas políticas de importação.
a profunda desigualdade social e a exclusão política das camadas populares, que não viam suas demandas atendidas pelo governo central.
a influência de ideais anarquistas europeus, que pregavam a destruição do Estado e a autogestão das comunidades locais.
a luta pelo fim imediato da monarquia e a instauração de uma república socialista no país.
O movimento literário do Realismo-Naturalismo no Brasil, no final do século XIX, com autores como Aluísio Azevedo em 'O Cortiço', apresentou uma nova abordagem da sociedade brasileira, caracterizada pela:
linguagem rebuscada e foco nos dramas amorosos da aristocracia do café, sem críticas sociais.
idealização da vida no campo e a exaltação da natureza como refúgio para os problemas da cidade.
crítica social e análise das mazelas da urbanização, retratando a pobreza, os vícios e a influência do meio sobre o indivíduo.
celebração da miscigenação como o elemento central da harmonia e da força do povo brasileiro.
A Constituição de 1824 estabeleceu o catolicismo como religião oficial do Estado, mas também instituiu o regime do 'padroado'. Na prática, o padroado significava que:
o Estado brasileiro tinha o direito de nomear bispos e outros cargos eclesiásticos, pagar os salários do clero e aprovar (ou não) as bulas papais, submetendo a Igreja ao seu controle.
a Igreja Católica era responsável por financiar o Estado Imperial, entregando todos os dízimos e doações diretamente ao Tesouro Nacional.
todos os cidadãos brasileiros, incluindo os não católicos, eram obrigados a frequentar a missa aos domingos e a se confessar anualmente.
o Papa, em Roma, tinha controle total sobre a Igreja no Brasil, nomeando bispos e criando paróquias sem qualquer interferência do governo.
A Lei Áurea, de 13 de maio de 1888, que extinguiu a escravidão, foi um ato legal de enorme importância, mas não foi acompanhada de nenhuma política de integração social para os libertos. A consequência imediata disso foi que a grande maioria dos ex-escravos foi:
imediatamente integrada ao mercado de trabalho assalariado, com os mesmos direitos e salários dos imigrantes europeus.
'jogada à própria sorte', sem acesso à terra, à educação ou a oportunidades de trabalho, o que levou à sua marginalização econômica e social.
indenizada pelo Estado pelos anos de trabalho forçado, recebendo terras e recursos para iniciar uma nova vida.
enviada de volta para a África, como parte de um programa de repatriamento financiado pelo governo imperial.
O Ato Adicional de 1834 é considerado uma das mais importantes reformas do Período Regencial. Ele representou uma concessão ao 'avanço liberal' por meio da:
implementação do voto universal masculino, permitindo que todos os homens livres participassem das eleições.
extinção definitiva do Poder Moderador e instauração de um sistema republicano parlamentarista.
criação das Assembleias Legislativas Provinciais, concedendo maior autonomia política e administrativa às províncias.
proibição da importação de escravos africanos, atendendo às pressões da Inglaterra e dos abolicionistas.
Na década de 1870, três grandes 'questões' abalaram as bases de sustentação do Império: a religiosa, a abolicionista e a militar. O que essas três questões tinham em comum era o fato de que elas:
representaram o desgaste e o conflito entre o Estado Imperial e importantes grupos que antes lhe davam apoio, como a Igreja, parte dos fazendeiros e o Exército.
levaram à união da Igreja, dos militares e dos abolicionistas em um grande partido político para derrubar o imperador.
foram resolvidas pacificamente por D. Pedro II, que conseguiu fortalecer o apoio desses três setores à monarquia.
foram todas provocadas por intervenções diretas da Inglaterra, que desejava desestabilizar o Império para controlar o comércio de café.
A Proclamação da República em 1889 pode ser descrita como um movimento que teve pouca ou nenhuma participação popular. Isso se evidencia pelo fato de que:
a população do Rio de Janeiro, segundo relatos da época, assistiu 'bestializada' à parada militar, sem entender que se tratava de uma mudança de regime.
foi resultado de uma longa guerra civil que envolveu todo o país e dizimou grande parte da população.
o movimento foi liderado por escravos libertos que exigiam uma participação mais ativa na vida política do país.
a família imperial foi deposta após uma grande votação popular (plebiscito) em que a maioria escolheu a república.
A figura do 'coronel', chefe político local, teve sua origem e consolidação durante o Império, especialmente a partir da criação da:
Intendência Geral de Polícia, sendo os 'coronéis' os delegados responsáveis pela ordem pública nas capitais.
Marinha de Guerra, pois os 'coronéis' eram os comandantes dos navios que patrulhavam a costa.
Guarda Nacional, na qual os grandes proprietários de terra recebiam patentes de oficiais (como a de coronel) e comandavam a força armada local.
Academia Brasileira de Letras, onde os 'coronéis' eram os intelectuais que defendiam os interesses da monarquia.
A produção de café no Vale do Paraíba, durante grande parte do século XIX, fundamentava-se em um modelo de produção caracterizado pelo tripé:
terras da Igreja, trabalho servil e exportação controlada pela Coroa.
latifúndio, trabalho escravo e produção voltada para o mercado externo.
cooperativas agrícolas, trabalho livre e produção para o consumo interno.
pequena propriedade, trabalho imigrante e exportação para a América Latina.
Durante o Primeiro Reinado, a situação econômica do Brasil foi marcada por dificuldades. Um dos principais fatores que contribuíram para essa crise foi:
a recusa dos fazendeiros do sudeste em pagar impostos ao governo de D. Pedro I, como forma de protesto político.
o tratado de 1810 com a Inglaterra, que estabelecia baixas tarifas para produtos ingleses, dificultando o desenvolvimento de manufaturas locais e a arrecadação do governo.
o gasto excessivo com a construção de Brasília para ser a nova capital do Império, longe do Rio de Janeiro.
a queda abrupta e mundial do preço do café, que era o principal produto de exportação do país.
A economia do Império, apesar de sua base agroexportadora, viu um pequeno surto de desenvolvimento industrial e de serviços entre 1850 e 1860, conhecido como a 'Era Mauá'. Esse surto foi possibilitado, em grande parte, pela:
política de empréstimos a juro zero oferecida pelo governo imperial a todos que quisessem abrir uma indústria.
abolição da escravatura, que criou um grande mercado consumidor formado por ex-escravos assalariados.
liberação de capitais resultante do fim do tráfico negreiro em 1850, que foram investidos em outros setores.
descoberta de grandes reservas de petróleo no litoral do Rio de Janeiro, que impulsionou a indústria.
A expressão 'farinha do mesmo saco', usada para se referir aos partidos Liberal e Conservador do Império, reflete o fato de que ambos:
tinham suas sedes no mesmo edifício no Rio de Janeiro e compartilhavam os mesmos membros em seus diretórios.
defendiam a proclamação da República e a abolição imediata da escravidão, divergindo apenas em detalhes.
eram financiados pela Coroa Britânica e seguiam as diretrizes políticas impostas pelo embaixador inglês.
representavam os interesses da mesma classe social, a elite agrária e escravocrata, e não tinham projetos fundamentalmente diferentes para o país.
A 'Questão Christie' (1862-1865), um sério incidente diplomático entre o Brasil e a Grã-Bretanha, foi desencadeada por uma série de atritos, mas sua resolução e o subsequente rompimento de relações revelaram:
uma postura de afirmação da soberania nacional por parte do governo de D. Pedro II, que se recusou a ceder às pressões do embaixador britânico.
a fraqueza da marinha brasileira, que foi completamente destruída pela esquadra britânica na Baía de Guanabara.
a total submissão do Império brasileiro aos interesses britânicos, aceitando todas as imposições sem contestação.
uma aliança militar imediata entre o Brasil e a França para combater a hegemonia inglesa no Atlântico Sul.
Durante o Segundo Reinado, a principal atividade econômica que sustentou o Império, financiou sua modernização e consolidou o poder de uma nova elite foi:
a produção de açúcar no Nordeste, que manteve sua posição hegemônica do período colonial.
a cafeicultura no Vale do Paraíba, baseada no latifúndio e na mão de obra escrava.
a extração do látex na Amazônia, que viveu seu apogeu no final do século XIX.
a cultura do café, especialmente no Oeste Paulista, baseada no trabalho livre de imigrantes.
Durante as revoltas do Período Regencial, a Guarda Nacional, comandada pelos 'coronéis' (grandes fazendeiros), geralmente atuava:
ao lado das revoltas populares, buscando derrubar o governo central e estabelecer uma república federalista.
de forma neutra, apenas observando os conflitos entre os rebeldes e as tropas do Exército.
como uma força de mediação, tentando negociar acordos de paz entre os revoltosos e as autoridades regenciais.
na repressão aos movimentos populares, defendendo a ordem social e os interesses da elite agrária local e do governo central.
Durante o Segundo Reinado, a política de 'conciliação' foi uma tentativa de amenizar as disputas entre os partidos Liberal e Conservador. Na prática, essa política significava que:
o Imperador abdicou de suas funções políticas, entregando o governo a um conselho formado por representantes de ambos os partidos.
as eleições se tornaram mais democráticas, permitindo que novas forças políticas, como republicanos e socialistas, participassem do governo.
os dois partidos foram fundidos em um único partido governista, o Partido Imperial, eliminando toda a oposição.
havia uma alternância de poder arranjada entre os dois partidos, que, apesar das diferenças teóricas, na prática representavam a mesma elite agrária.
O sistema de parceria, uma das primeiras tentativas de substituir o trabalho escravo pelo de imigrantes nas fazendas de café, fracassou em grande parte porque:
a produção de café entrou em declínio justamente quando os primeiros imigrantes chegaram ao Brasil.
os fazendeiros tratavam os parceiros de forma análoga aos escravos e os endividavam, tornando o contrato extremamente desvantajoso para o imigrante.
uma lei imperial proibiu o sistema de parceria, considerando-o uma forma de concorrência desleal com o trabalho escravo.
os imigrantes europeus se recusaram a trabalhar na agricultura, preferindo abrir seus próprios comércios nas cidades.
O 'Regresso Conservador', que marcou a política brasileira a partir de 1837, representou uma reação às medidas mais liberais e descentralizadoras do início do Período Regencial. A principal ferramenta legal desse 'regresso' foi:
a criação da Guarda Nacional, que deu aos grandes fazendeiros o controle militar em nível local.
a Lei de Interpretação do Ato Adicional (1840), que restringiu a autonomia das províncias e devolveu poder ao governo central.
o Golpe da Maioridade, que antecipou a coroação de D. Pedro II como forma de pacificar o país.
a Constituição de 1824, que foi restaurada em sua forma original, revogando todas as leis posteriores.
A Constituição de 1824, embora centralizadora, dividia o poder político em quatro, e não três poderes. O poder que era exercido diretamente pelos cidadãos (homens, livres e com renda) no primeiro estágio do processo eleitoral era o:
Poder Moderador, que era delegado aos eleitores nas eleições para a Regência.
Poder Executivo, através da eleição direta do Presidente do Conselho de Ministros.
Poder Legislativo, ao escolherem os 'eleitores de província' que, por sua vez, elegeriam deputados e senadores.
Poder Judiciário, pois os juízes de paz eram eleitos diretamente pela comunidade.
A Guerra da Cisplatina (1825-1828), travada entre o Império do Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata (atual Argentina), teve como principal resultado para o Brasil:
uma vitória militar esmagadora que consolidou a hegemonia brasileira na região do Prata e fortaleceu a imagem de D. Pedro I.
a perda da Província Cisplatina, que se tornou um Estado independente (República Oriental do Uruguai), e um grande desgaste político e financeiro para o Império.
a anexação definitiva da Província Cisplatina (atual Uruguai) ao território brasileiro, com amplo apoio da população local.
a formação de uma aliança duradoura com a Argentina para dividir o controle sobre a navegação na Bacia do Prata.
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