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A teoria da 'ação social' de Max Weber é fundamental para a sociologia compreensiva. Weber define a ação social como qualquer ação humana à qual o agente atribui um sentido subjetivo, e que é orientada pela ação de outros. Ele propõe quatro tipos ideais de ação social. A ação que é determinada por um cálculo racional de meios e fins, buscando a máxima eficiência para atingir um objetivo, é a:
Ação racional com relação a valores, orientada por uma crença em um valor (ético, estético, religioso), independentemente do sucesso.
Ação tradicional, orientada pelo costume ou pelo hábito.
Ação afetiva, determinada por emoções ou estados sentimentais.
Ação racional com relação a fins, orientada por expectativas quanto ao comportamento de objetos e de outros homens como meio para alcançar fins próprios.
O filósofo contratualista John Locke é considerado um dos pais do liberalismo político. Ele parte do conceito de 'estado de natureza', mas sua visão é muito diferente da de Hobbes. Para Locke, o estado de natureza é regido por uma 'lei natural', que é a própria razão. Essa lei ensina a todos os homens que, sendo todos iguais e independentes, ninguém deve prejudicar o outro em seus:
Costumes e tradições, que devem ser preservados acima de qualquer lei ou direito individual.
Direitos à vida, à saúde, à liberdade e à propriedade, que são direitos naturais inalienáveis.
Desejos de poder e glória, pois todos têm o direito de buscar a dominação sobre os outros.
Bens comunais, pois no estado de natureza toda a terra e seus frutos pertencem a todos coletivamente.
Os Sofistas, como Protágoras e Górgias, eram mestres de retórica na Atenas do século V a.C. Eles foram duramente criticados por Platão por, supostamente, ensinarem a arte de persuadir sobre qualquer assunto, independentemente da verdade. A famosa frase de Protágoras, 'O homem é a medida de todas as coisas', expressa uma posição filosófica conhecida como:
Idealismo, a teoria de que a realidade última é de natureza mental ou espiritual, consistindo em ideias ou formas.
Ceticismo, a visão de que o conhecimento é impossível e que devemos suspender o juízo sobre todas as coisas.
Relativismo, a doutrina de que a verdade e a moralidade não são absolutas, mas relativas ao indivíduo ou à cultura.
Absolutismo, a crença de que existem verdades universais e objetivas, válidas para todos os seres humanos.
Aristóteles, em sua obra 'Política', classifica as formas de governo com base em dois critérios: quantos governam (um, poucos ou muitos) e se o governo visa o bem comum ou o interesse particular dos governantes. Um governo de 'muitos' que visa o bem comum é chamado por ele de:
Tirania, a forma corrompida do governo de 'um', onde o tirano governa apenas para seu próprio benefício.
Democracia, que ele considerava uma forma corrompida, onde os pobres governam em seu próprio interesse.
Politeia ou República, a forma pura de governo de 'muitos', que mistura elementos da democracia e da oligarquia.
Oligarquia, a forma corrompida do governo de 'poucos', onde os ricos governam para si.
Durante uma palestra sobre a sociedade contemporânea, um sociólogo afirma que os indivíduos vivem em uma 'jaula de ferro' de racionalidade burocrática. As relações sociais, o trabalho e até o lazer são cada vez mais governados por regras impessoais, cálculo de eficiência e desencantamento do mundo, levando a uma perda de sentido e liberdade individual. Essa crítica à racionalização da vida social é uma tese central de qual pensador?
Jean-Paul Sartre, que abordou a liberdade radical do indivíduo e a angústia da escolha em um mundo sem essência predefinida.
Karl Marx, que analisou a sociedade capitalista sob a ótica da luta de classes e da alienação do trabalhador em relação ao produto de seu trabalho.
Max Weber, que desenvolveu o conceito de 'jaula de ferro' para descrever o processo de racionalização e burocratização da sociedade moderna.
Émile Durkheim, que estudou os fatos sociais como 'coisas' e se preocupou com a coesão social e o conceito de anomia.
Em sua análise do poder, Michel Foucault argumenta que, na modernidade, o poder não se exerce apenas de forma repressiva (como a lei que proíbe), mas também de forma produtiva. Ele descreve um tipo de poder que se aplica aos corpos dos indivíduos para torná-los dóceis e úteis, através de técnicas de vigilância, treinamento e exame em instituições como prisões, escolas, hospitais e fábricas. Foucault chama esse poder de:
Poder Disciplinar, uma microfísica do poder que adestra os corpos e maximiza sua eficiência.
Poder Pastoral, um modelo de poder que se origina nas práticas cristãs, onde um pastor cuida de seu rebanho individualmente.
Poder Soberano, o poder típico da monarquia, que se manifesta no direito de 'fazer morrer ou deixar viver'.
Biopoder, um poder que se exerce sobre a vida da população como um todo, gerenciando nascimentos, mortes, saúde e longevidade.
A teoria do conhecimento de Aristóteles difere fundamentalmente da de seu mestre, Platão. Enquanto Platão acreditava que o conhecimento verdadeiro vinha da recordação de Formas inteligíveis, Aristóteles era um empirista. Para ele, todo conhecimento começa com a experiência sensível. O processo pelo qual o intelecto extrai o universal (a forma ou essência) a partir dos dados particulares fornecidos pelos sentidos é chamado de:
Dedução, o raciocínio que parte de premissas universais para chegar a uma conclusão particular, como no silogismo.
Anamnese, a recordação das Ideias contempladas pela alma antes do nascimento.
Dúvida metódica, o processo de questionar todas as crenças para encontrar uma certeza fundamental.
Indução (epagoge), a passagem do particular para o universal.
Em sua análise da modernidade, o filósofo Zygmunt Bauman utiliza a metáfora da 'liquidez' para descrever a condição da sociedade contemporânea. Em contraste com a 'modernidade sólida' (com suas estruturas fixas, instituições duradouras e identidades estáveis), a 'modernidade líquida' é caracterizada por:
Um forte controle do Estado sobre todos os aspectos da vida individual e social.
A crença inabalável no progresso, na ciência e na capacidade da razão de construir uma sociedade perfeita.
A permanência de valores tradicionais e de laços comunitários fortes que resistem à mudança.
Relações sociais, instituições e identidades que são frágeis, fluidas, voláteis e de curto prazo.
Em um debate sobre ética na tecnologia, uma participante argumenta que, ao avaliar se um novo aplicativo é bom ou ruim, não devemos olhar para as intenções de seus criadores nem para regras morais abstratas. Em vez disso, devemos focar nas consequências práticas de seu uso: ele aumenta a felicidade geral, o bem-estar e o prazer, e diminui a dor e o sofrimento para o maior número de pessoas possível? Essa abordagem ética, que julga a moralidade de uma ação com base em seus resultados, é conhecida como:
Contratualismo, que fundamenta a moral e a política em um acordo ou contrato social hipotético entre indivíduos racionais.
Utilitarismo, uma ética consequencialista, desenvolvida por Jeremy Bentham e John Stuart Mill, que busca maximizar a felicidade geral.
Ética das Virtudes, que, originada em Aristóteles, foca no caráter do agente moral e na busca por uma vida virtuosa (eudaimonia).
Ética Deontológica, que, associada a Kant, baseia a moralidade no cumprimento do dever e em regras universais (imperativo categórico).
A filosofia de Martin Heidegger, em 'Ser e Tempo', busca resgatar a 'questão do Ser', que segundo ele foi esquecida pela tradição filosófica desde os gregos. Para abordar essa questão, ele realiza uma 'analítica existencial' do ente que tem uma compreensão pré-ontológica do Ser, ou seja, de nós mesmos. Heidegger chama esse ente de:
Alma, a substância imaterial e imortal que, segundo Platão, habita o corpo.
Dasein (Ser-aí ou Ser-no-mundo), o modo de ser específico do ser humano, cuja essência reside em sua existência e em sua relação com o mundo.
Übermensch (Além-do-Homem), o ideal nietzschiano do ser que supera a moralidade tradicional e cria seus próprios valores.
Sujeito, o termo da filosofia moderna que pressupõe uma consciência separada do mundo.
O problema do mal é um desafio teológico e filosófico que questiona como a existência do mal (sofrimento, crueldade, desastres naturais) pode ser compatível com a existência de um Deus que é onipotente, onisciente e onibenevolente. Uma resposta clássica a esse problema, associada a Santo Agostinho e Leibniz, é a 'teodiceia do livre-arbítrio'. Ela argumenta que:
O mal não existe realmente; é apenas uma ausência ou privação do bem, assim como a escuridão é a ausência de luz.
O mal é necessário para que possamos apreciar o bem e para que os seres humanos possam desenvolver virtudes morais como a compaixão e a coragem.
O mal moral (o pecado) não é culpa de Deus, mas resulta do mau uso que os seres humanos fazem de sua liberdade de escolha, um dom que é, em si mesmo, um grande bem.
Deus não é onipotente e, portanto, não consegue impedir o mal, embora deseje fazê-lo.
O filósofo pré-socrático Pitágoras e sua escola, os pitagóricos, tinham uma visão peculiar da 'arché', o princípio fundamental do universo. Para eles, a realidade não era constituída por um elemento material como a água ou o ar, mas por:
Uma luta constante entre opostos, governada pelo Logos.
Átomos indivisíveis e pelo vazio.
Um Ser uno, eterno e imutável, sendo a mudança uma ilusão.
Números e relações matemáticas. Todas as coisas são, em sua essência, número.
A Estética é o ramo da filosofia que investiga a natureza da arte e do belo. Para Platão, a arte, em geral, é uma 'mímesis', ou seja, uma imitação. Considerando sua Teoria das Formas, a arte estaria em uma posição epistemologicamente frágil porque:
ela utiliza materiais caros e requer muito tempo para ser produzida, o que desvia recursos de atividades mais importantes como a política e a guerra.
ela é acessível a todas as classes sociais, o que ameaça a estrutura hierárquica da República ideal governada pelos filósofos.
ela é uma imitação de uma imitação; por exemplo, uma pintura de uma cama é a cópia de uma cama sensível, que já é uma cópia da Forma ideal de Cama.
ela expressa as emoções do artista de forma muito intensa, o que pode perturbar a ordem racional da alma e da cidade.
O conceito de 'ressentimento' em Nietzsche é crucial para sua genealogia da moral. Ele descreve o ressentimento como uma re-ação, uma vingança imaginária dos fracos contra os fortes. A moralidade que nasce do ressentimento, a 'moral de escravos', caracteriza-se por:
Ser criadora de valores, estabelecendo a distinção 'bom' versus 'ruim' a partir de uma autoafirmação nobre.
Começar por dizer 'sim' a si mesma, à força, à saúde e à vida, e só depois criar o conceito de 'ruim' como consequência.
Valorizar a coragem, a honra, o orgulho e a capacidade de esquecer as ofensas.
Precisar de um mundo exterior, de um 'outro' para odiar, para poder afirmar a si mesma. Seu primeiro ato criador é dizer 'não' ao que é diferente dela.
O imperativo categórico é o princípio supremo da moralidade na filosofia de Immanuel Kant. Ele é 'categórico' porque se aplica a todos os seres racionais incondicionalmente, independentemente de seus desejos ou fins particulares. Uma de suas formulações mais conhecidas, a 'fórmula da humanidade', afirma que devemos:
Agir de modo a produzir a maior felicidade para o maior número de pessoas.
Agir de acordo com a virtude, buscando um meio-termo entre dois extremos viciosos.
Agir de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio.
Agir em conformidade com a natureza, aceitando o destino e controlando as paixões que nos perturbam.
Um dos argumentos clássicos a favor da existência de Deus, desenvolvido na Escolástica, é o argumento teleológico ou do desígnio. Ele parte da observação de que o universo exibe ordem, complexidade e propósito, como um relógio que pressupõe um relojoeiro. A conclusão do argumento é que:
Deve haver um primeiro motor imóvel que dá origem a todo o movimento no universo, e este motor é Deus (Argumento do Movimento de Aristóteles/Tomás de Aquino).
Deus é definido como o ser do qual nada maior pode ser pensado; como existir na realidade é maior do que existir apenas na mente, Deus deve existir na realidade (Argumento Ontológico de Santo Anselmo).
Tudo o que começa a existir tem uma causa; o universo começou a existir, logo, o universo tem uma causa, que é Deus (Argumento Cosmológico Kalam).
Essa ordem e finalidade no universo não podem ser fruto do acaso, devendo, portanto, ser o produto de uma inteligência superior, que é Deus.
Na filosofia de Platão, o conhecimento verdadeiro (episteme) se diferencia da mera opinião (doxa). A opinião se baseia na percepção do mundo sensível, que é mutável e imperfeito. O conhecimento, por outro lado, tem como objeto as Formas ou Ideias, que são eternas e imutáveis. O processo pelo qual a alma se recorda das Formas, que ela contemplou antes de se encarnar em um corpo, é chamado de:
Abstração, o processo de derivar conceitos gerais a partir de experiências particulares, como na teoria de Aristóteles.
Anamnese ou reminiscência, a teoria de que aprender é, na verdade, recordar.
Maiêutica, o método socrático de 'dar à luz' o conhecimento através do diálogo.
Dialética, o método de ascensão do sensível ao inteligível, que culmina na visão da Forma do Bem.
A Fenomenologia, corrente filosófica fundada por Edmund Husserl, propõe um método para chegar à essência das coisas. Esse método envolve a 'epoché', ou suspensão do juízo sobre a existência do mundo exterior e de nossas crenças habituais (a 'atitude natural'), para focar apenas em como os fenômenos se apresentam à consciência. O objetivo dessa suspensão é:
Analisar as estruturas da experiência tal como ela é vivida, descrevendo a essência dos fenômenos sem as pressuposições da ciência ou do senso comum.
Desenvolver uma terapia para curar a angústia existencial, mostrando que a realidade externa é indiferente ao sujeito.
Provar que o mundo exterior não existe, defendendo uma forma de idealismo radical onde tudo é apenas consciência.
Superar a distinção entre sujeito e objeto, mostrando que a realidade é um fluxo contínuo de experiências.
A ética aristotélica é teleológica, ou seja, está orientada para um fim (telos), que é a eudaimonia (felicidade). Para alcançar esse fim, é necessário desenvolver as virtudes. Aristóteles distingue entre virtudes morais (éticas), como a coragem e a temperança, e virtudes intelectuais (dianoéticas). A virtude intelectual que permite ao agente deliberar corretamente sobre o que é bom e conveniente para viver bem em geral, encontrando o meio-termo nas ações, é a:
Sabedoria teórica (Sophia), o conhecimento das verdades universais e necessárias, como na matemática e na metafísica.
Ciência (Episteme), a capacidade de demonstração a partir de princípios.
Prudência ou sabedoria prática (Phronesis), a excelência na deliberação sobre as ações humanas no campo do contingente.
Inteligência intuitiva (Nous), a capacidade de apreender os primeiros princípios de uma ciência.
Na obra 'O Segundo Sexo', a filósofa Simone de Beauvoir faz uma análise existencialista da condição feminina. Sua famosa afirmação 'Não se nasce mulher, torna-se mulher' significa que:
Apenas através de uma cirurgia de mudança de sexo uma pessoa pode verdadeiramente se tornar uma mulher.
As características biológicas do sexo feminino são uma construção social e não existem na natureza.
A mulher é um ser superior ao homem, pois sua essência é construída socialmente, enquanto a do homem é meramente natural.
A identidade de 'mulher', com todos os seus papéis e expectativas sociais, não é um destino biológico, mas uma construção cultural e histórica imposta sobre o indivíduo do sexo feminino.
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