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Michel Foucault, em 'A História da Sexualidade', argumenta que a era vitoriana, ao contrário da crença popular, não foi uma época de silêncio sobre o sexo, mas sim uma época de proliferação de discursos sobre ele. Ele descreve a emergência de uma 'scientia sexualis' (ciência do sexo) que, através de confissões, exames médicos e classificações psiquiátricas, produziu um novo tipo de poder. Esse poder não apenas reprime, mas incita os indivíduos a falar sobre seu sexo, a fim de:
Controlar, administrar e normalizar a sexualidade dos indivíduos, ligando-a à saúde da população e à gestão social.
Celebrar a diversidade das práticas sexuais e eliminar qualquer forma de preconceito ou discriminação.
Provar que a única forma natural e saudável de sexualidade é a heterossexualidade reprodutiva.
Promover a libertação sexual e a igualdade de gênero na sociedade.
Um professor de filosofia desenha uma linha na lousa e a divide em dois segmentos principais: Mundo Sensível e Mundo Inteligível. O primeiro, ele subdivide em 'Sombras/Imagens' e 'Coisas Físicas'. O segundo, em 'Objetos Matemáticos' e 'Formas/Ideias'. Ele explica que essa é uma representação da jornada do conhecimento, da ignorância (doxa) à verdade (episteme). Este esquema é conhecido como:
A Alegoria da Caverna de Platão.
O Organon de Aristóteles.
A Doutrina do Meio-Termo de Aristóteles.
A Analogia da Linha Dividida de Platão.
O conceito de 'diferença ontológica', fundamental no pensamento de Martin Heidegger, refere-se à distinção entre:
A essência e a existência, onde a essência é o que uma coisa é, e a existência é o fato de ela ser.
O mundo sensível e o mundo inteligível, como na filosofia de Platão.
O Ser e o ente. O ente é tudo o que 'é' (uma cadeira, uma pessoa, um número), enquanto o Ser é aquilo que permite que os entes sejam, mas não é ele mesmo um ente.
O sujeito e o objeto, a consciência e o mundo exterior, como na filosofia moderna.
O 'mito do bom selvagem', frequentemente associado a Jean-Jacques Rousseau, descreve o homem em seu estado de natureza original. Segundo essa visão, o homem natural, antes de ser corrompido pela sociedade, era:
Um ser social e político por natureza, buscando viver em comunidade e criar leis.
Solitário, autossuficiente, guiado por instintos de autopreservação ('amour de soi') e compaixão ('pitié'), e, portanto, essencialmente bom e feliz.
Racional e calculista, usando sua inteligência para dominar a natureza e competir com seus pares.
Egoísta, violento e vivendo em um estado de guerra constante com os outros.
A ética de Aristóteles é uma 'ética das virtudes'. A virtude (areté) é uma disposição de caráter, adquirida pelo hábito, que leva o indivíduo a agir de forma excelente. Para as virtudes morais, como a coragem ou a generosidade, Aristóteles propõe a 'Doutrina do Meio-Termo' (ou justa medida), segundo a qual a virtude consiste em:
Sempre escolher o caminho do meio exato em todas as situações, como comer exatamente metade do que se deseja.
Seguir uma regra moral universal que se aplique a todas as pessoas em todas as circunstâncias, sem exceção.
Atingir os extremos da paixão e da ação, pois a virtude estaria na intensidade dos sentimentos e não na moderação.
Um ponto intermediário entre dois vícios, um por excesso e outro por falta, que é relativo a nós e determinado pela razão prática (phronesis).
O dualismo de Platão distingue radicalmente o corpo (soma) e a alma (psyché). O corpo é visto como parte do mundo sensível, mutável, corruptível e uma fonte de enganos e desejos que aprisionam a alma. A alma, por sua vez, é de natureza divina, imortal e pertence ao mundo inteligível. Nesse contexto, a morte é vista por Platão como:
A dissolução da identidade pessoal, onde a alma se funde com uma alma universal ou com a natureza.
Uma passagem para um outro mundo onde o indivíduo será julgado com base em suas crenças religiosas, não em seu conhecimento filosófico.
O fim definitivo da existência e da consciência, um evento a ser temido e evitado a todo custo.
Uma libertação da alma do cárcere do corpo, permitindo que ela retorne ao mundo das Formas para contemplar a verdade em sua pureza.
Na filosofia política, o conceito de 'soberania' refere-se ao poder supremo e último dentro de um Estado. Jean Bodin, no século XVI, foi um dos primeiros a teorizar sobre a soberania como sendo 'absoluta e perpétua'. Para Thomas Hobbes, no século XVII, a soberania, para ser eficaz, deve ser indivisível e ilimitada. A principal função do soberano hobbesiano é:
Manter a paz e a segurança, pondo fim à 'guerra de todos contra todos' do estado de natureza, mesmo que isso exija um poder absoluto e incontestável.
Implementar a Vontade Geral do povo, expressando a soberania popular em leis que visam o bem comum, como propõe Rousseau.
Garantir os direitos naturais dos indivíduos, como vida, liberdade e propriedade, e seu poder pode ser revogado se ele os violar, como defende Locke.
Promover a virtude e a felicidade dos cidadãos, educando-os para a vida na comunidade política, como pensavam os filósofos gregos.
Edmund Husserl, o fundador da fenomenologia, criticou o 'psicologismo', a tendência de reduzir a lógica e a matemática a processos mentais subjetivos. Para ele, a fenomenologia deveria ser uma ciência rigorosa das 'essências'. O método que ele propõe para chegar a essas essências, que envolve a suspensão de todas as crenças sobre o mundo factual e o foco na estrutura da experiência consciente, é chamado de:
Método dialético, que progride através da superação de contradições.
Análise linguística, que busca dissolver os problemas filosóficos mostrando que eles surgem de um mau uso da linguagem.
Análise genealógica, que investiga a origem histórica dos conceitos para mostrar suas relações com o poder.
Redução fenomenológica ou Epoché, que coloca o mundo 'entre parênteses' para descrever os fenômenos como eles se dão à consciência.
A filosofia de G. W. F. Hegel é um 'idealismo absoluto'. Para ele, a realidade última não é a matéria, mas a Ideia, a Razão ou o Espírito (Geist). A história universal não é uma sucessão de eventos caóticos, mas o processo racional pelo qual o Espírito se desenvolve e toma consciência de si mesmo, buscando a liberdade. O fim da história, para Hegel, seria alcançado quando:
O homem superasse a moralidade tradicional e se tornasse o Übermensch, como em Nietzsche.
O Espírito alcançasse o saber absoluto, ou seja, a plena autoconsciência de si mesmo como a totalidade da realidade, o que Hegel via como se realizando em seu próprio sistema filosófico e no Estado prussiano de sua época.
A humanidade retornasse a um estado de natureza idílico, livre da corrupção da sociedade e da propriedade privada, como idealizava Rousseau.
A sociedade sem classes fosse estabelecida, pondo fim à luta de classes e à alienação, como pensava Marx.
Um ativista dos direitos civis, ao organizar um protesto não-violento, cita um filósofo que afirmava: 'A existência precede a essência'. Ele explica que isso significa que os seres humanos não nascem com uma natureza ou um propósito predefinido. Primeiro, eles existem, se encontram no mundo, e só depois, através de suas escolhas e ações, definem quem são. Somos, portanto, radicalmente livres e responsáveis por criar nossos próprios valores. Essa ideia é o pilar central de qual corrente filosófica?
O Positivismo, que acredita no progresso através da ciência e busca leis universais para explicar os fenômenos sociais.
O Estruturalismo, que analisa as estruturas subjacentes da linguagem e da sociedade que determinam o comportamento humano.
O Existencialismo, particularmente o de Jean-Paul Sartre, que coloca a liberdade, a escolha e a responsabilidade individual no centro da condição humana.
O Marxismo, que entende a essência humana como sendo determinada pelas relações sociais e históricas, especialmente as relações de produção.
A ética aristotélica é teleológica, ou seja, está orientada para um fim (telos), que é a eudaimonia (felicidade). Para alcançar esse fim, é necessário desenvolver as virtudes. Aristóteles distingue entre virtudes morais (éticas), como a coragem e a temperança, e virtudes intelectuais (dianoéticas). A virtude intelectual que permite ao agente deliberar corretamente sobre o que é bom e conveniente para viver bem em geral, encontrando o meio-termo nas ações, é a:
Sabedoria teórica (Sophia), o conhecimento das verdades universais e necessárias, como na matemática e na metafísica.
Ciência (Episteme), a capacidade de demonstração a partir de princípios.
Prudência ou sabedoria prática (Phronesis), a excelência na deliberação sobre as ações humanas no campo do contingente.
Inteligência intuitiva (Nous), a capacidade de apreender os primeiros princípios de uma ciência.
Um dos argumentos clássicos a favor da existência de Deus, desenvolvido na Escolástica, é o argumento teleológico ou do desígnio. Ele parte da observação de que o universo exibe ordem, complexidade e propósito, como um relógio que pressupõe um relojoeiro. A conclusão do argumento é que:
Deve haver um primeiro motor imóvel que dá origem a todo o movimento no universo, e este motor é Deus (Argumento do Movimento de Aristóteles/Tomás de Aquino).
Deus é definido como o ser do qual nada maior pode ser pensado; como existir na realidade é maior do que existir apenas na mente, Deus deve existir na realidade (Argumento Ontológico de Santo Anselmo).
Tudo o que começa a existir tem uma causa; o universo começou a existir, logo, o universo tem uma causa, que é Deus (Argumento Cosmológico Kalam).
Essa ordem e finalidade no universo não podem ser fruto do acaso, devendo, portanto, ser o produto de uma inteligência superior, que é Deus.
A 'navalha de Ockham' é um princípio metodológico e filosófico atribuído a Guilherme de Ockham, um frade franciscano e filósofo do século XIV. O princípio, em sua formulação mais comum ('entidades não devem ser multiplicadas além da necessidade'), pode ser interpretado como uma defesa da:
Dúvida, propondo que devemos sempre questionar a existência de qualquer entidade que não possa ser diretamente observada.
Fé, argumentando que devemos aceitar as verdades da religião mesmo que elas envolvam entidades misteriosas e complexas.
Complexidade, afirmando que as explicações mais detalhadas e com mais entidades são sempre as melhores.
Simplicidade ou parcimônia, sugerindo que, entre duas teorias que explicam o mesmo fenômeno, devemos preferir a mais simples, aquela que postula o menor número de entidades.
Os Sofistas, como Protágoras e Górgias, eram mestres de retórica na Atenas do século V a.C. Eles foram duramente criticados por Platão por, supostamente, ensinarem a arte de persuadir sobre qualquer assunto, independentemente da verdade. A famosa frase de Protágoras, 'O homem é a medida de todas as coisas', expressa uma posição filosófica conhecida como:
Idealismo, a teoria de que a realidade última é de natureza mental ou espiritual, consistindo em ideias ou formas.
Ceticismo, a visão de que o conhecimento é impossível e que devemos suspender o juízo sobre todas as coisas.
Relativismo, a doutrina de que a verdade e a moralidade não são absolutas, mas relativas ao indivíduo ou à cultura.
Absolutismo, a crença de que existem verdades universais e objetivas, válidas para todos os seres humanos.
O ceticismo é uma corrente filosófica que questiona a possibilidade de se alcançar um conhecimento certo e indubitável. Pirro de Élida, considerado seu fundador, propunha a 'epoché' como atitude diante da incerteza. Aplicada ao campo da ética, essa atitude cética levaria à 'ataraxia', pois:
ao suspender o juízo sobre o que é verdadeiramente bom ou mau, o indivíduo se libertaria das perturbações e angústias causadas por crenças dogmáticas.
ao provar a existência de uma verdade moral absoluta, o cético encontraria a paz seguindo essa verdade.
ao se engajar em debates para refutar todas as opiniões, o cético fortaleceria sua alma e se tornaria indiferente ao sofrimento.
ao aceitar o destino como racional e inevitável, o cético aprenderia a controlar suas emoções e viver em harmonia com o cosmos.
A 'vontade de poder' (Wille zur Macht) é um conceito central, porém complexo, na filosofia de Friedrich Nietzsche. Ele não se refere simplesmente ao desejo de dominar os outros, mas a um impulso fundamental que permeia toda a realidade. A vontade de poder é entendida como:
O impulso de autoconservação, o desejo de todos os seres vivos de simplesmente continuar existindo.
O desejo de alcançar a tranquilidade da alma (ataraxia) através da eliminação de desejos e medos desnecessários.
A força fundamental de todo ser para expandir sua potência, crescer, superar a si mesmo e impor suas próprias formas e interpretações ao mundo.
A luta de classes, o conflito entre a burguesia e o proletariado que move a história, segundo Marx.
Um filósofo do século XIX, crítico do idealismo de Hegel, afirmava que a filosofia deveria partir da existência humana concreta, não de abstrações como o 'Espírito Absoluto'. Ele argumentava que a existência não é algo que possa ser compreendido por um sistema lógico, mas algo que deve ser vivido. Em sua obra, ele explora os 'estágios da existência' (estético, ético e religioso) como diferentes modos de vida entre os quais o indivíduo deve escolher através de um 'salto' irracional. Esse pensador é:
Ludwig Feuerbach, que criticou a religião como uma projeção das qualidades humanas em um ser divino e defendeu um humanismo materialista.
Søren Kierkegaard, um pensador dinamarquês que é considerado o precursor do existencialismo e que enfatizou a subjetividade, a escolha, a angústia e a fé.
Arthur Schopenhauer, que via o mundo como Vontade e Representação e defendia a negação da vontade de viver através da ascese como caminho para a libertação do sofrimento.
Karl Marx, que transpôs a dialética hegeliana para o campo material, analisando a história como uma luta de classes.
A teoria do conhecimento de Immanuel Kant, conhecida como idealismo transcendental, busca superar a oposição entre racionalismo e empirismo. Ele afirma que 'pensamentos sem conteúdo são vazios, intuições sem conceitos são cegas'. Isso significa que o conhecimento é o resultado de uma síntese entre:
A dialética e a história, onde o conhecimento progride através da superação de contradições ao longo do tempo.
A fé e a razão, onde a fé ilumina os limites da capacidade de compreensão humana.
A matéria e a forma, conceitos aristotélicos que explicam a constituição dos seres no mundo.
As estruturas a priori da sensibilidade (espaço e tempo) e do entendimento (as categorias), e a matéria a posteriori que vem da experiência.
O Iluminismo escocês, representado por pensadores como David Hume e Adam Smith, deu grande importância ao papel dos sentimentos e das paixões na vida humana, em contraste com a ênfase na razão pura de alguns iluministas continentais. Em sua teoria moral, Hume argumenta que a base de nossos juízos morais (chamar uma ação de virtuosa ou viciosa) não é a razão, mas um sentimento de:
Dever, que nos comanda a agir de acordo com uma lei universal que possamos querer para todos, como em Kant.
Cálculo racional do autointeresse, onde consideramos virtuoso aquilo que nos traz mais benefícios pessoais a longo prazo.
Simpatia (sympathy), a capacidade de compartilhar os sentimentos dos outros, que nos leva a aprovar ações que promovem a felicidade e a desaprovar as que causam sofrimento.
Amor a Deus, que nos leva a seguir os mandamentos divinos revelados nas escrituras sagradas.
Aristóteles, em sua obra 'Política', classifica as formas de governo com base em dois critérios: quantos governam (um, poucos ou muitos) e se o governo visa o bem comum ou o interesse particular dos governantes. Um governo de 'muitos' que visa o bem comum é chamado por ele de:
Tirania, a forma corrompida do governo de 'um', onde o tirano governa apenas para seu próprio benefício.
Democracia, que ele considerava uma forma corrompida, onde os pobres governam em seu próprio interesse.
Politeia ou República, a forma pura de governo de 'muitos', que mistura elementos da democracia e da oligarquia.
Oligarquia, a forma corrompida do governo de 'poucos', onde os ricos governam para si.
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